55 hectares com infraestrutura, solo fértil e muita água

Há propriedades que pedem visão. Há outras que pedem alguém que saiba o que fazer com o que já lá está. Esta é do segundo tipo.

Cinquenta e cinco hectares em São Teotónio, Odemira. Solo de textura ligeira, mais de 70% de areia, fácil de trabalhar e quente. Análise de terra documentada desde 2004, quando a propriedade produzia batata-doce a 30 toneladas por hectare. As deficiências identificadas nessa altura, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, são corrigíveis com gestão orgânica e calcário; com agricultura regenerativa, tornam-se progressivamente irrelevantes à medida que a biologia do solo se restaura. O micro-clima da zona é favorável: a nota do proprietário original refere que antigamente o milho nunca torcia a folha, sinal de humidade e temperatura estáveis ao longo da estação.

A água está resolvida de uma forma que raramente se vê nesta escala. Cinco furos artesianos de 80 metros, um poço e uma charca, três fontes independentes para diferentes momentos e necessidades. Quatro furos estão ligados à charca; a charca tem água suficiente de Novembro a Abril. A partir de Abril, quando a procura é maior, os furos entram em funcionamento: cada um bombeia cerca de 171 m³ durante 3 a 4 horas diárias, cobrindo as necessidades de rega dos 55 hectares ao longo dos 200 dias de estação seca. O sistema de rega está instalado. As máquinas e materiais de trabalho estão incluídos na venda.

A propriedade inclui ainda um sobreiral com árvores centenárias, uma casa de 150 m² dividida em dois apartamentos por acabar, e electricidade disponível.

O enquadramento regulatório combina Espaço Agro-Silvo-Pastoril com REN parcial e faixa de Rede Natura 2000 a sul. Nas zonas planas e de menor declive, a viabilidade de construção agrícola e turismo rural é real; nas encostas mais declivosas, o enquadramento aponta naturalmente para floresta e sequestro de carbono. O PDM de Odemira permite nesta classificação o desenvolvimento de empreendimento turístico até 22.000 m² de construção e máximo de 200 camas; é uma dimensão que transforma esta propriedade numa oportunidade de outra escala para quem tenha esse projecto.

O que a Terracrua Design vê aqui

A Terracrua elaborou um esboço de Masterplan I para esta propriedade, incluído na venda. O trabalho de base está feito: leitura do território, zonamento por aptidão, identificação das áreas de produção, agrofloresta, floresta e turismo. O plano definitivo será desenvolvido em função do projecto específico do comprador; a infraestrutura existente e a análise de solo documentada dão uma base que normalmente levaria anos a construir.

O plano lê o território em mosaico: zonas de produção agrícola intensiva sustentável nas áreas planas com solo trabalhado e infraestrutura de água já instalada; agrofloresta nas encostas de transição; floresta nativa e projecto de carbono nas zonas com declive pronunciado que integram a Rede Natura. A dimensão turística tem viabilidade real: a Costa Vicentina fica a 10 quilómetros, Odemira a 20, Vila Nova de Milfontes a distância semelhante, o aeroporto de Faro a 85 quilómetros e a estação de Santa Clara/Saboia a 20.

Circuitos curtos de agricultura biológica certificada para restaurantes e mercados da Costa Vicentina são uma lógica de mercado já testada nesta região. A escala e o solo desta propriedade são também adequados para produção de cânhamo industrial; a Canhamor, empresa de transformação de cânhamo sediada em Garvão, a poucos quilómetros, tem relação estabelecida com a Terracrua Design e representa um destino de escoamento directo para quem queira avançar nessa direcção.

A estufa prevista no plano acrescenta uma camada de produção desestacionada que estende o calendário de colheita e reduz a dependência das condições meteorológicas de cada ano.

A escala e a infraestrutura existente tornam esta propriedade adequada para instalação de jovens agricultores com acesso a fundos PEPAC, para investidor com projecto de agricultura biológica certificada, ou para operação integrada que combine produção, turismo de natureza e floresta de carbono. Não são cenários alternativos; podem ser fases do mesmo projecto.


Preço pedido: 990.000 €.
Inclui esboço de Masterplan I Terracrua Design,
Sistema de rega,
Máquinas e materiais.
Mediação: Azenhas & Castelos, AMI 21097, Lotte Steijns.


Para informações e visita contacte-nos:

info@terracruadesign.pt

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